segunda-feira, 13 de setembro de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

domingo, 7 de outubro de 2007

"O Haiti é aqui, o Haiti não é aqui!"

"Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
[...]
...presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos"


Haiti é uma canção de 1993 escrita por Caetano Veloso. Sua letra fala de exclusão social e racial. Temos o preconceito da cor da pele mas, o preconceito no Brasil é um pouco mais complexo, se misturando com status social. O preconceito aos "pretos" pode atingir os "brancos" a partir do momento que esses "brancos" ("quase pretos de tão pobres") forem pobres.

Confira o vídeo da canção cantada por Caetano Veloso e Gilberto Gil.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Um história de preconceitos


O EUA é um país que cresceu graças a diversas ondas migratórias, todas elas acompanhadas pelo devido preconceito dos que ja estavam estabelecidos. A mais recente dessas ondas é a de latinos que vem se concentrando principalmente nas regiões fronteiriças com o México.

Antes deles vieram os irlandeses, judeus, italianos, etc. Essa historia de preconceito que está na base da sociedade americana tem uma belíssima representação na graphic novel Avenida Dropsie - A vizinhança, de Will Eisner.

Ele conta com maestria a história de uma vizinhança desde seu surgimento em 1870, com mansões luxuosas, passando pela crise de 29, a 2 Guerra, o surgimento dos cortiços até o momento atual, como um subúrbio de classe media.

Esse álbum é uma aula de história dos EUA, ótimo para se ter uma idéia da complexidade da sociedade norte-americana. Alem de ser uma obra do mestre dos quadrinhos, o que por si só já vale a leitura.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Não seremos todos iguais? Não teremos todos os mesmos direitos? Porque será que uns são mais iguais que outros?

temos cores diferentes
mas somos iguais
somos inteligentes
poderemos ser mais

dá-me um sorriso
eu dou-te a mão
tudo o que for preciso
para ser teu irmão

junta-te a nós
fortalece a união
levar longe a nossa voz
nesta linda canção

canção de igualdade
justiça e amor
por cada amizade
plantarei uma flor

vamos unir as mãos
esquecer nossa cor
viver como irmãos
é aliviar minha dor

não importa a tua raça
não importa a tua cor
para tudo ter graça
só precisamos de amor

povos da humanidade
esquecei vosso ódio
vivei em fraternidade
enriquecei vosso espólio

na história do mundo
houve sempre racismo
queremos amor profundo
e acabar com este cinismo

aperta minha mão
meu amigo serás
consola meu coração
juntos construímos a paz

João Oliveira

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Expectativa do mal

As vezes esperamos que certos individuos tenham atitudes racistas, mas no fim quem é preconceituoso é aquele que teve esse pensamento.

fonte:http://www.geocities.com/paulo065/images/racismo.jpg

terça-feira, 2 de outubro de 2007


"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra" - Bob Marley


Foto: BBC Mundo

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Islamofobia - o medo que vira preconceito

O investigador especial da ONU para o racismo condenou na sexta-feira a ascensão da islamofobia, especialmente na Europa, onde segundo ele a tendência é explorada por alguns partidos de direita.

Doudou Diène, relator especial da ONU sobre o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e outras formas de intolerância, também acusou o partido mais popular da Suíça, o direitista Partido do Povo Suíço (SVP/UDC) de incitar ao ódio racial.

Ele pediu a suspensão da polêmica campanha do partido com cartazes em que ovelhas brancas expulsam a patadas uma ovelha negra de uma área que representa a Suíça, com o slogan "Pela segurança de todos." O SVP/UDC acusa estrangeiros de cometerem a maioria dos crimes graves no país.

"No atual contexto, a islamofobia constitui a forma mais grave de difamação religiosa", disse Diène em um discurso e um relatório ao Conselho de Direitos Humanos, cujos 47 membros estão debatendo a difamação religiosa.

Cada vez mais líderes políticos, órgãos de comunicação e intelectuais "equiparam o Islã à violência e ao terrorismo", e alguns buscam "silenciar práticas religiosas ao proibir a construção de mesquitas", disse Diène.

Falando em nome da Organização da Conferência Islâmica (OIC), o Paquistão qualificou de "alarmante" o crescimento da islamofobia. Seu representante, Masood Khan, chamou de blasfemos os cartazes eleitorais suíços e também as caricaturas do profeta Maomé, publicadas originalmente na Suécia e que provocaram indignação em todo o mundo islâmico.

Ele disse que a OIC, que representa 57 países com 1,3 bilhão de muçulmanos, condena todas as formas de terrorismo.

"A mídia internacional continua usando ações equivocadas de uma pequena minoria extremista como pretexto para denegrir todo o mundo muçulmano, bem como a religião do Islã."

O senegalês Diène disse em seu relatório de 21 páginas que a islamofobia cresceu depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.

No mundo todo, vários partidos tradicionalmente democráticos "recorrem à linguagem do medo e da exclusão, criam bodes expiatórios e alvejam minorias étnicas e religiosas em geral, e imigrantes e refugiados em particular".

Na Europa, os muçulmanos enfrentam crescentes dificuldades para estabelecer locais de culto e realizar práticas como jejuns ou sepultamentos religiosos, segundo o enviado da ONU.

"Partidos políticos com plataformas antiislâmicas aderiram a coalizões de governo em vários países e começaram a colocar em prática suas agendas políticas. Enfim, a islamofobia está em processo de permear todas as facetas da vida social."

O SVP/UDC propôs um referendo para proibir a construção de minaretes em mesquitas do país, onde há 350 mil muçulmanos. Uma proposta similar tramita em Colônia, na Alemanha.

A delegação suíça defendeu seu sistema de democracia direta, onde várias questões são levadas a referendo todos os anos, mas admitiu que "às vezes há opiniões exageradas e lamentáveis sendo expressas".

"O governo suíço declarou repetidamente seu compromisso em combater o racismo, e o governo suíço vai continuar adotando uma posição clara contra todas as formas de discriminação e xenofobia", disse o embaixador suíço Blaise Godet.

domingo, 30 de setembro de 2007

Todos são iguais perante a lei?

Raízes Rasta - Da Cor Da Pele

OLHE PARA FRENTE, NÃO DESCRIMINE NÃO
RAÇA AQUI NÃO É NADA, PONHA SEUS PÉS NO CHÃO

A UNIÃO DE TODOS
FARIA COM QUE O PRECONCEITO ACABASSE
COISA DE QUEM É INCAPAZ
POR ENXERGAR SOMENTE A COR
SENDO ASSIM, DECRETADA A PAZ

DEIXE DE LADO O PRECONCEITO
CADA UM TEM SEU VALOR
ABRA SEU PEITO
SINTA A CALMA INTEIRIOR

BRANCO, NEGRO
NÃO IMPORTA

sábado, 29 de setembro de 2007

Clássico infantil é acusado de racismo


“Tintim” é uns dos personagens mais famosos do mundo dos quadrinhos, mas tem sido constantemente acusado pelo conteúdo racista em suas histórias.

O movimento contra o Racismo e pela Amizade entre os Povos (MRAP), umas das mais importantes organizações francesas contra o racismo, solicitou a Editora Casterman, que publica diferentes álbuns de “Tintim”, que inclua na nova reedição do livro “Tintim no Congo” um alerta de “preconceitos raciais”.

Em julho desse ano a Comissão britânica para a Igualdade das Raças (British Commission on Racial Equality), acusou o livro de racista e pediu que ele fosse retirado de circulação. Em conseqüência dessas denuncias umas das grandes livrarias britânicas, Borders, resolveu tirar o livro da seção “literatura para crianças” e colocá-lo em “tiras cômicas para adultos”. Poucos dias depois um estudante do congo apresentou na justiça da Bélgica, uma queixa para denunciar o caráter racista da publicação e para solicitar suspensão da venda.

No início de setembro, o Conselho Representante das Associações Negras (CRAN), na França, considerou a tira ofensiva e solicitou à Casterman que a retirasse das livrarias. "Nesta tira cômica, os estereótipos sobre os negros são particularmente numerosos", afirmou Patrick Lozès, presidente do CRAN.

"Os negros são mostrados como imbecis e até mesmo os cachorros e os animais falam francês melhor", disse Lozès, recordando que o próprio autor da tira, Georges Remi (Hergé), havia reconhecido que teria escrito a tira "sobre forte influência da época colonial".

A primeira publicação de “Tintim no Congo” foi em 1930, lançada pela revista Belga Lê Petit Vingtième.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Preconceito digno de Oscar

No mundo pós 11 de setembro o preconceito que antes era tratado de forma velada chegou à superfície. Prova disso veio no Oscar de 2006 quando o filme Crash levou a estatueta de melhor filme. O longa faz um retrato do preconceito e da intolerância que marcam a sociedade americana atual.

São varias historias interligadas durante dois dias na cidade de Los Angeles envolvendo uma coleção de personagens inter relacionados. Um detetive da policia com uma mãe drogada e um irmão ladrão de carros; dois assaltantes; o procurador e sua estressada e fútil esposa; um policial racista e seu jovem parceiro idealista; um diretor de Hollywood e sua mulher; um imigrante persa que compra uma arma para proteger a sua loja; um chaveiro latino e sua filha, entre outros.

É um ótimo filme que faz refletir sobre a força do preconceito no mundo moderno.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Síndrome do Preconceito

Dentre as diversas formas de preconceito e xenofobia que existem, há também aversão àquelas pessoas que já nascem diferentes. Uma diferença que é causada por um erro na divisão das células durante a formação do bebê (ainda feto), a chamada Síndrome de Down. Apesar de avançada, a ciência ainda não descobriu o motivo que causa esse erro, impedindo que haja uma prevenção.

A disparidade entre uma pessoa normal e uma pessoa com síndrome de down é visível.
Além de a fisionomia ser diferente, eles geralmente possuem os olhos mais puxados, o seu lado intelectual também é afetado, requerem atenção redobrada, pois aprendem mais devagar do que os demais.

Hoje em dia, este problema já é mais conhecido e existem mais recursos que permitem melhores condições de vida para os “Síndrome de Down”, porém um grande obstáculo ainda a ser passado é o preconceito. Quem não conhece alguém que seja portador da síndrome e/ou sabe a respeito, costuma enxerga-los com olhos preconceituosos, sem saber o carisma e a alegria que essas pessoas especiais transmitem.

É preciso um pouco mais de bom senso da parte de todos aqueles que carregam o preconceito com sigo, para que pelo menos saibam a respeito do que estão falando e criticando. Independente se a discriminação seja contra Síndrome de Down, negros, mulatos, índios, estrangeiros ou homossexuais.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Lágrima de Preta




Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.



Este poema, do famoso poeta português António Gedeão, retrata bem como uma pessoa pode se enganar ao pensar que alguém de outra raça ou etnia possui características humanas diferentes das suas.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

A mudança no exercício do preconceito

Já dizia um poeta do fim do século XX: "Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro." Frase dita por Cazuza. O que ele queria dizer com isso? Afinal na rua as pessoas simplesmente olham para você e criam uma imagem sua dependendo da roupa que você veste ou da sua cor. Na rua se veem um negro correndo já acham que ele é ladrão, um homem com uma cor de roupa mais extravagante já o conceituam de bicha e um jovem com os trajes mais largados já é denominado de maconheiro. Ainda se fosse apenas um número seleto de pessoas que tivessem esse ponto de vista, mas muitas pessoas importantes as tem, principalmente policiais.

Pessoas que são contratadas para proteger a população, muitas vezes fazem o contrário abusando do seu poder e abordando pessoas inocentes e os destratando, enquanto outros fazem acordos com traficantes e com pessoas que os sonegam em busca de favores. O preconceito não existe só pela parte deles, nós também muitas vezes olhamos para alguém e o julgamos, estamos habituados a classificar as pessoas de acordo com que elas demonstram, não o que elas de fato são.

Se mudarmos nossa mentalidade, muitos crimes e a violência causada pelo preconceito e pela xenofobia pode ter uma diminuição significativa. O pensamento de paz e união só é aceito quando temos na cabeça que somos todos iguais e ninguém é melhor que ninguém.

O Racismo no Brasil


O racismo no Brasil é algo que apesar de já ter diminuído, ainda é perceptível. Foi realizada uma pesquisa na Universidade de São Paulo (USP), e 97% dos entrevistados afirmaram não ter preconceito, mas 98% disseram que conhecem pessoas racistas. Esse estudo foi citado no livro “Racismo no Brasil” da antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, a obra ajuda a compreender os motivos da existência de racismo no país.

Racismo este, que foi presenciado em agosto em um hospital no Espírito Santo, no qual um médico chamou sua paciente de “negrinha safada”. Ele foi preso e condenado por injúria qualificada, crime que prevê detenção de um a três anos.

Esse tema, o preconceito racial é um tanto quanto polêmico, uma vez que muitas pessoas têm sim o preconceito assumido, com más intenções, mas também há o preconceito que vem pela condição que foi criada aos negros desde o inicio. O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão e, mesmo com a abolição em 1888, foi difícil de recomeçar uma vida com melhores condições. Hoje é comum ver pessoas associando negros a pobres e até fechando os vidros nos faróis ao verem um negro se aproximando. Mas, mesmo que ainda haja o racismo, é importante que no mínimo haja o respeito.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Cresce o número de crimes xenófobos na Rússia

Um estudante iraniano foi assassinado no sul de Moscou no último dia 17, de acordo com o que informa o Ministério do Interior russo.

A vítima foi assassinada com várias punhaladas e morreu a caminho do hospital. A polícia russa investiga as circunstâncias do crime.

Uma facção criminosa que cometia vários assassinatos xenófobos foi desarticulada recentemente pela polícia russa.

Foram cometidos 21 assassinatos por motivos racistas somente na primeira metade do ano, na Rússia, quase o dobro que no primeiro semestre de 2006. A maioria dos ataques é de responsabilidade de grupos ultranacionalistas contra imigrantes da Ásia Central, estudantes estrangeiros e homossexuais.

Recentemente, um homem confessou ter difundido no site Livejournal um vídeo que exibe imagens do assassinato de dois homens, um decapitado e outro fuzilado, por grupos neonazistas.

No vídeo era possível ver dois homens encapuzados que, após os assassinatos, gritando "Glória à Rússia" com uma bandeira nazista ao fundo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Xenofobia em video

A Anistia Internacional é uma organização não-governamental que trabalha em todo o mundo para lutar contra os abusos dos direitos humanos e mudar leis que em algumas ocasiões tratam de legitimá-los. Ela foi criada em 1961 pelo advogado britânico Peter Benenson após tomar conhecimento da sentença de sete anos de prisão proferida contra dois estudantes portugueses, por terem feito um brinde à liberdade, durante o regime de António de Oliveira Salazar.

Com sede mundial em Londres, a Anistia Internacional luta para libertar os prisioneiros de consciência (termo criado por ela para definir os presos por cor, raça, orientação sexual ou religiosa); para garantir julgamentos justos para prisioneiros políticos; para abolir a pena de morte, a tortura e outros tratamentos considerados cruéis aos presos; para acabar com os assassinatos políticos e os desaparecimentos; e para lutar contra todos os abusos aos direitos humanos, seja por governos ou por quaisquer outros grupos.

Graças a Anistia Internacional o ano de 2007 recebeu a designação de: “Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para todos”, como um reconhecimento de que a discriminação na UE vai para além do racismo. Em uma das campanhas foi divulgado um video que ataca o racismo e a xenofobia existente em Portugal.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Xenofobia e violência

Na última segunda-feira três jovens suspeitos pela morte de um índio foram presos em Miravânia, Minas Gerais. Os rapazes, 15, 16 e 18 anos teriam espancado Avelino Nunes Macedo, 25, da aldeia dos xacriabás. O caso nos faz voltar no passado e relembrar o que aconteceu em Brasília alguns anos atrás. Naquela ocasião, jovens colocaram fogo em um índio que dormia na rua.

Assim como no fato passado, o mais recente conta com a presença de jovens da classe média que se defendem com o argumento de que não tinham a intenção de matar e sim de fazer apenas uma brincadeira. Porém é incompreensível tal atitude e ainda este tipo de defesa. Em ambos os casos nenhum dos jovens conheciam o índio e não tinham nem se quer um motivo para fazer tal “brincadeira”.

Atitudes como estas são claros exemplos de xenofobia e como ela pode acabar em violência. Desta vez sofrida pelos índios que estão sendo cada vez mais esquecidos e marginalizados. Os índios que eram donos da terra onde moramos hoje são obrigados a se excluírem para que não se tornem vítimas da brutalidade humana das cidades que são tão “avançadas”.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Xenofobia no Equador contagia até mesmo as autoridades

Foi publicada hoje no site Adital uma matéria sobre a xenofobia no Equador contra colombianos e peruanos. Essas pessoas são muitos vulneráveis, por fugirem de seu país ao verem suas vidas ameaçadas, e têm sofrido grande preconceito por parte dos equatorianos em relação à sua origem, sendo facilmente associados a marginais.

Segundo a especialista em temas migratórios Martha Cecilia Ruiz, essa má fama se deve grande parte à polícia e à alguns meios de comunicação, visto que estes criaram a imagem de que as guangues de bandidos estão sempre ligadas a líderes colombianos. Toda esta xenofobia gerada não atinge uma população pequena, em um país que recebeu cerca de 7.000 colombianos nos últimos dois anos como refugiados.

Quem sentiu o preconceito na pele foi Ingrid, 32 anos, nascida na Colômbia e residente no Equador há sete anos. Na semana passada, a mulher se encaminhou a uma delegacia para denunciar o roubo de seu telefone celular. Porém, tudo o que conseguiu foi a afirmação de que ali não recebiam denúncias de colombianos, e sim contra eles. Além disso, o secretário da dependência policial lhe aconselhou a procurar outra delegacia.

Ao analisar casos como estes podemos concluir que, se nem as autoridades se preocupam em manter o Equador um país receptivo e sem preconceitos, não podemos esperar muito da grande população, que em sua maioria acredita em tudo que vê nos grandes veículos de comunicação.


Link da matéria aqui.