terça-feira, 2 de outubro de 2007


"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra" - Bob Marley


Foto: BBC Mundo

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Islamofobia - o medo que vira preconceito

O investigador especial da ONU para o racismo condenou na sexta-feira a ascensão da islamofobia, especialmente na Europa, onde segundo ele a tendência é explorada por alguns partidos de direita.

Doudou Diène, relator especial da ONU sobre o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e outras formas de intolerância, também acusou o partido mais popular da Suíça, o direitista Partido do Povo Suíço (SVP/UDC) de incitar ao ódio racial.

Ele pediu a suspensão da polêmica campanha do partido com cartazes em que ovelhas brancas expulsam a patadas uma ovelha negra de uma área que representa a Suíça, com o slogan "Pela segurança de todos." O SVP/UDC acusa estrangeiros de cometerem a maioria dos crimes graves no país.

"No atual contexto, a islamofobia constitui a forma mais grave de difamação religiosa", disse Diène em um discurso e um relatório ao Conselho de Direitos Humanos, cujos 47 membros estão debatendo a difamação religiosa.

Cada vez mais líderes políticos, órgãos de comunicação e intelectuais "equiparam o Islã à violência e ao terrorismo", e alguns buscam "silenciar práticas religiosas ao proibir a construção de mesquitas", disse Diène.

Falando em nome da Organização da Conferência Islâmica (OIC), o Paquistão qualificou de "alarmante" o crescimento da islamofobia. Seu representante, Masood Khan, chamou de blasfemos os cartazes eleitorais suíços e também as caricaturas do profeta Maomé, publicadas originalmente na Suécia e que provocaram indignação em todo o mundo islâmico.

Ele disse que a OIC, que representa 57 países com 1,3 bilhão de muçulmanos, condena todas as formas de terrorismo.

"A mídia internacional continua usando ações equivocadas de uma pequena minoria extremista como pretexto para denegrir todo o mundo muçulmano, bem como a religião do Islã."

O senegalês Diène disse em seu relatório de 21 páginas que a islamofobia cresceu depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.

No mundo todo, vários partidos tradicionalmente democráticos "recorrem à linguagem do medo e da exclusão, criam bodes expiatórios e alvejam minorias étnicas e religiosas em geral, e imigrantes e refugiados em particular".

Na Europa, os muçulmanos enfrentam crescentes dificuldades para estabelecer locais de culto e realizar práticas como jejuns ou sepultamentos religiosos, segundo o enviado da ONU.

"Partidos políticos com plataformas antiislâmicas aderiram a coalizões de governo em vários países e começaram a colocar em prática suas agendas políticas. Enfim, a islamofobia está em processo de permear todas as facetas da vida social."

O SVP/UDC propôs um referendo para proibir a construção de minaretes em mesquitas do país, onde há 350 mil muçulmanos. Uma proposta similar tramita em Colônia, na Alemanha.

A delegação suíça defendeu seu sistema de democracia direta, onde várias questões são levadas a referendo todos os anos, mas admitiu que "às vezes há opiniões exageradas e lamentáveis sendo expressas".

"O governo suíço declarou repetidamente seu compromisso em combater o racismo, e o governo suíço vai continuar adotando uma posição clara contra todas as formas de discriminação e xenofobia", disse o embaixador suíço Blaise Godet.

domingo, 30 de setembro de 2007

Todos são iguais perante a lei?

Raízes Rasta - Da Cor Da Pele

OLHE PARA FRENTE, NÃO DESCRIMINE NÃO
RAÇA AQUI NÃO É NADA, PONHA SEUS PÉS NO CHÃO

A UNIÃO DE TODOS
FARIA COM QUE O PRECONCEITO ACABASSE
COISA DE QUEM É INCAPAZ
POR ENXERGAR SOMENTE A COR
SENDO ASSIM, DECRETADA A PAZ

DEIXE DE LADO O PRECONCEITO
CADA UM TEM SEU VALOR
ABRA SEU PEITO
SINTA A CALMA INTEIRIOR

BRANCO, NEGRO
NÃO IMPORTA

sábado, 29 de setembro de 2007

Clássico infantil é acusado de racismo


“Tintim” é uns dos personagens mais famosos do mundo dos quadrinhos, mas tem sido constantemente acusado pelo conteúdo racista em suas histórias.

O movimento contra o Racismo e pela Amizade entre os Povos (MRAP), umas das mais importantes organizações francesas contra o racismo, solicitou a Editora Casterman, que publica diferentes álbuns de “Tintim”, que inclua na nova reedição do livro “Tintim no Congo” um alerta de “preconceitos raciais”.

Em julho desse ano a Comissão britânica para a Igualdade das Raças (British Commission on Racial Equality), acusou o livro de racista e pediu que ele fosse retirado de circulação. Em conseqüência dessas denuncias umas das grandes livrarias britânicas, Borders, resolveu tirar o livro da seção “literatura para crianças” e colocá-lo em “tiras cômicas para adultos”. Poucos dias depois um estudante do congo apresentou na justiça da Bélgica, uma queixa para denunciar o caráter racista da publicação e para solicitar suspensão da venda.

No início de setembro, o Conselho Representante das Associações Negras (CRAN), na França, considerou a tira ofensiva e solicitou à Casterman que a retirasse das livrarias. "Nesta tira cômica, os estereótipos sobre os negros são particularmente numerosos", afirmou Patrick Lozès, presidente do CRAN.

"Os negros são mostrados como imbecis e até mesmo os cachorros e os animais falam francês melhor", disse Lozès, recordando que o próprio autor da tira, Georges Remi (Hergé), havia reconhecido que teria escrito a tira "sobre forte influência da época colonial".

A primeira publicação de “Tintim no Congo” foi em 1930, lançada pela revista Belga Lê Petit Vingtième.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Preconceito digno de Oscar

No mundo pós 11 de setembro o preconceito que antes era tratado de forma velada chegou à superfície. Prova disso veio no Oscar de 2006 quando o filme Crash levou a estatueta de melhor filme. O longa faz um retrato do preconceito e da intolerância que marcam a sociedade americana atual.

São varias historias interligadas durante dois dias na cidade de Los Angeles envolvendo uma coleção de personagens inter relacionados. Um detetive da policia com uma mãe drogada e um irmão ladrão de carros; dois assaltantes; o procurador e sua estressada e fútil esposa; um policial racista e seu jovem parceiro idealista; um diretor de Hollywood e sua mulher; um imigrante persa que compra uma arma para proteger a sua loja; um chaveiro latino e sua filha, entre outros.

É um ótimo filme que faz refletir sobre a força do preconceito no mundo moderno.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Síndrome do Preconceito

Dentre as diversas formas de preconceito e xenofobia que existem, há também aversão àquelas pessoas que já nascem diferentes. Uma diferença que é causada por um erro na divisão das células durante a formação do bebê (ainda feto), a chamada Síndrome de Down. Apesar de avançada, a ciência ainda não descobriu o motivo que causa esse erro, impedindo que haja uma prevenção.

A disparidade entre uma pessoa normal e uma pessoa com síndrome de down é visível.
Além de a fisionomia ser diferente, eles geralmente possuem os olhos mais puxados, o seu lado intelectual também é afetado, requerem atenção redobrada, pois aprendem mais devagar do que os demais.

Hoje em dia, este problema já é mais conhecido e existem mais recursos que permitem melhores condições de vida para os “Síndrome de Down”, porém um grande obstáculo ainda a ser passado é o preconceito. Quem não conhece alguém que seja portador da síndrome e/ou sabe a respeito, costuma enxerga-los com olhos preconceituosos, sem saber o carisma e a alegria que essas pessoas especiais transmitem.

É preciso um pouco mais de bom senso da parte de todos aqueles que carregam o preconceito com sigo, para que pelo menos saibam a respeito do que estão falando e criticando. Independente se a discriminação seja contra Síndrome de Down, negros, mulatos, índios, estrangeiros ou homossexuais.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Lágrima de Preta




Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.



Este poema, do famoso poeta português António Gedeão, retrata bem como uma pessoa pode se enganar ao pensar que alguém de outra raça ou etnia possui características humanas diferentes das suas.